Estudo recomenda aspirina no tratamento de câncer da próstata

A aspirina, um medicamento barato e fácil de administrar, pode melhorar a sobrevida de homens submetidos a tratamento de câncer de próstata, informaram pesquisadores dos Estados Unidos na segunda-feira.

Pacientes tratados com cirurgia ou radiação, e que tomavam aspirina ou outro anticoagulante, como varfarina, tinham menos propensão a morrerem de câncer, segundo os pesquisadores.

Quem consumia os medicamentos teve um risco de 4 por cento de morrer de câncer de próstata após dez anos, contra 10 por cento de risco para os homens que não consumiam os anticoagulantes, segundo o estudo divulgado por ocasião de uma reunião da Sociedade Americana de Oncologia Radiológica, que começa na semana que vem em San Diego.

"As evidências demonstram que os anticoagulantes podem interferir no crescimento e difusão do câncer", disse em nota Kevin Choe, da Escola Médica da Universidade do Sudoeste do Texas, em Dallas.

"Se o grande efeito dos anticoagulantes é prevenir a metástase (espalhamento do tumor), essa pode ser a razão pela qual testes clínicos anteriores com medicamentos anticoagulantes terem produzido resultados ambíguos, já que a maioria dos pacientes nesses testes já tinha metástases. Se o câncer já está com metástase, então os anticoagulantes podem não ser tão benéficos."

A equipe de Choe fez o estudo com 5.275 homens cujo câncer se limitava à glândula prostática. Deles, 1.982 tomaram anticoagulantes, e esse grupo tinha menos propensão à metástase e à morte por câncer, segundo o material distribuído pela equipe.

"O benefício foi mais proeminente com o uso da aspirina do que com outros anticoagulantes", declarou Choe a jornalistas. "As conclusões desse estudo são promissoras. No entanto, novos estudos são necessários antes que a inclusão da aspirina na terapia para o câncer de próstata se torne um tratamento-padrão", acrescentou.
Ag.Reuters

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