Biópsia prostática: procedimento cirúrgico para obter tecidos da próstata

Há duas técnicas para se realizar a biópsia da próstata e em ambas se utiliza uma agulha composta por um segmento ou vareta findo em ponta que se desliza dentro de um cilindro delgado. Ao girar ou ao retroceder o segmento interno dentro do cilindro se produz o corte . A técnica mais comum é introduzir uma agulha flexível acoplada a uma sonda ecográfica através do ânus, e atravessar com a agulha a parede do reto até chegar à próstata.

O outro método usa uma agulha rígida no espaço que há entre o escroto e o ânus, atravessando os tecidos, até chegar à próstata, ajudado por uma sonda ecográfica colocada paralelamente à agulha e que é introduzida no reto.

Em ambos casos se utiliza uma pistola de mola que dispara a parte interna da agulha para adentro. Depois, retrocede-se a parte interna da agulha que tem um bisel que corta o tecido prostático ao retroceder.

Este exame é doloroso, a não ser que se empregue anestesia geral ou regional (peridural ou raquídea), pois a anestesia local não atinge a próstata, a qual é muito sensível.

A biopsia não pode afirmar com certeza que o paciente possui o câncer de próstata. Nenhuma técnica pode dizer com certeza que não há câncer. Unicamente pode afirmar que se há câncer quando este é detectado.

Se o câncer é tão pequeno que não alcance a ser detectado pelos métodos empregados, simplesmente não será detectado. O câncer de próstata é de consistência dura e é muito fácil que a dureza do tecido desvie a agulha, especialmente na técnica com agulha flexível.

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